sábado, 28 de junho de 2008

sobre conclusões auto-analíticas ou



de porquê de uma hora pra outra todos os homens do mundo têm sentimentos.


(em homenagem ao ódio que tenho do Windows Vista, ele é bunitinho mas ordinário)


Nas últimas 48 horas dormi umas 8. Isso explica tanta coisa... ahhh se explica. Rituais de passagem, coisa e tal. No final das contas a gente se forma só uma vez na vida, e o charuto foi feito em Cuba. Mentira. Mas não é sobre isso que trata este texto, e como é de praxe entregarei a galinha dos ovos de ouro e não cumprirei a promessa. Este texto trata de como ainda quando se conhecem os problemas, causas, razões, a chave da patafísica e as soluções imaginárias estejam na ponta do nariz, ainda assim a burrice humana não tem limite. Se bem devo admitir com felicidade que condenar a raça inteira por conta da minha própria falha não tem preço. De qualquer forma, posso fazer um diagnostico com direito a relatório final das problemáticas da minha vida, que claro não farei aqui em primeiro lugar porque seria uma terrível perda de tempo e também porque ainda estou viva. Talvez algo póstumo. A psicografia sempre me chamou a atenção. Bom, resulta que resolvi que começarei a colocar a culpa nos outros (e claro estou portanto isto aqui porque acredito que meus problemas são os mais terríveis do mundo neste preciso instante, você não acha o mesmo dos seus?). Como já enrolei de mais da conta, partirei para as soluções práticas:

1. Fumar 1 carteira de cigarro por dia.
2. Sempre acordar e pisar somente com pé esquerdo.
3. Jogar na megasena. E ganhar.
4. Ler o Buck e deixar ele beber.
5. Passar no Mestrado.

Fácil. Tudo é tão simples no reino da auto-análise. Bom, agora que já sei que vou morrer de câncer, sendo sempre irracional e rica, vivendo com um dos amores da minha vida, e ainda sendo inteligente pra caralho. Mas, não sempre se tem o que se deseja, mas será que foi desejado mesmo, ou o cálculo social é mais forte que o instinto da natureza. Essa nem o Kant responde. Bom a questão é que o minha resposta para minha pergunta quase inicial é: é uma questão de sincronia espaço-temporal. Todos os homens do mundo tem sentimentos porque, hello, antes de ser aquilo são seres humanos quase tão idiotas como eu. Claro que tive que me garantir nesse aspecto com uma marquinha lexical básica. E isso significa que a culpa não é minha, e nem vou fazer a lista que começa por deus e termina com o obama (qualquer um dos dois), e portanto posso agora dormir prometendo que vou esquecer que o msn existe e pensando que vou perguntar ao exum na quarta...

passar bem.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

A uma girafa. Marianne Moore. versão 1.1

Se é imperecível, de fato fatal
Ser pessoal e desejável

Ser literal –- contraditória também
Se o olho não é inocente - significa que

Se pode viver somente no topo das folhas menores
Alcançável somente pelo animal que é alto? ­­­–

Do que a girafa é o melhor exemplo ----
O animal inconvensional.

Quando relegada à fisiologia,
Uma criatura pode ser irreparável

pode ter sido irresistível;
Ou exato, excepcional

Quanto menos convencional
Como alguns emocionalmente amarrados ao pescoço.

Depois de tudo
Consolações da metafísica
Podem ser profundas. Em Homero, a existência

foi equívoca; a transcendência, condicional;
“A jornada do pecado à redenção, perpétua”

sábado, 24 de maio de 2008

A room of one’s own, Virginia Woolf

El texto crítico de Virginia Woolf, escrito en un tono de ficción, muestra el recorrido que la autora hace para analizar la situación de la mujer en el mundo académico y literario. Para esto, usándose muchas veces de la ironía, explica la relación de la mujer con la ficción a través de una ficción. La realidad crítica y la situación ficcional se confunden profundamente, esto, sin embargo, no resulta tan grave como suena, gracias al poder narrativo de la autora.
Llegando a la conclusión que algunos comentarios sobre autoras especificas no serían suficientes para tratar la cuestión, que además es posible de examinar por, por lo menos, tres matices: la mujer como ella es, la mujer y la ficción que escribe y la mujer y la ficción escrita sobre ella, todos estos indudablemente inseparables.
Para empezar llega a la constatación que la mujer necesita tener dinero y una habitación (techo, en la traducción al portugués) toda suya si pretende escribir ficción. El texto de ficción que envuelve la explicación, cargado de verosemejanza, coloca a la propia autora en la busca de una solución para sus dudas. Así, ya como queriendo dar pistas al lectores de los varios factores que la llevan a llegar a sus conclusiones, se coloca como parte del problema: “(…) Mais o instinto que a razão veio ao meu auxilio: ele era um Bedel: eu era uma mulher. Aqui era o gramado: a trilha era lá. Somente os Fellows e os estudantes têm permissão de estar aqui; meu lugar é no cascalho” (p. 10)
Primero abre varias cuestiones: la donación sacrificada de muchas personas para la construcción de la universidad, los detalles de un almuerzo, la poesía que hombres y mujeres cantaban en reuniones sociales antes de la guerra, un extraño gato sin cola, nada con aparente conexión entre si, o con el tema de la mujer y la ficción. Pero estos cometarios se unen como una orquesta para llegar a la constatación que es la situación social de la mujer que determina su tipo de escrita. No es, por mucho tiempo su supuesta falta de capacidad intelectual, o su aparente tendencia a escribir sobre temas superficiales, ni ningún argumento especulativo por el estilo.
Esta condición se demuestra en la falta de capacidad que la mujer tuvo durante muchos siglos, y talvez en alguna medida aún tenga, de alcanzar su independencia financiera, por ejemplo, que se traduce irremediablemente en independencia intelectual. Muestra ejemplos de mujeres que a pesar de no poseerla de manera completa, consiguieron producir una literatura, si buena o mala no viene al caso, por que estaríamos comparándola con la producción literaria hechas por hombres. El caso es, que como síntesis de su texto, no resultaría posible ni siquiera una comparación hasta en términos pragmáticos de la producción literaria.
De ninguna forma propone que la mujer deba, para ser escritora, renegar o abandonar su naturaleza de madre y mujer: “Só que, se A Sra. Seton e outra igual a ela tivessem entrado no mundo dos negócios aos quinze anos de idade, não teria havido - e esse era o ponto fraco da argumentação – Mary alguma.” (p. 30)
La cuestión se encuentra en el desequilibrio entre las posibilidades de los dos sexos, el ejemplo de la hipotética hermana de Shakespeare ilustra eso. La mujer siempre reclusa en la aprisionadora seguridad primero de la casa materna, después en la del marido, o si no en la aparente libertad de una condición social más privilegiada, pero siempre reclusa finalmente. Muchas veces sin el espacio necesario para el desenvolvimiento de sus curiosidades y potenciales.
Por otro lado es puesta la rabia con que algunos hombres, o la mayoría de ellos, escribe sobre las mujeres, es claro, siguiendo la lógica de la autora: a quien tiene el poder le cabe, por veces en la forma de violencia, disminuir al otro, a la otra en este caso. Esto con la justificativa de tratar de preservar su poder. Así para lograrlo fue necesario “encerrarla”, en el sentido más metafórico y literal del término.
La paradoja de esta lógica, y su afirmación como veremos, se encuentra al observar la inmensa potencialidad de la imagen de la mujer, y su sexo, observable en la literatura hecha por hombres. La mujer como imagen literaria y como idealización parece muy atractiva a poetas y prosistas.
Partiendo de allí, y admitiendo que el ser humano necesita de estas cosas materiales básicas para poder ser un ser pensante, ya lo dijera Aristóteles, la mujer en la ficción choca con la mujer en la realidad: al mismo tiempo en que les era permitidos por ley a los hombres castigos físicos, son objeto de admiración e inspiración en la literatura.
Así su propuesta se encamina en la dirección de observar al sexo femenino como sujeto social que se ve en la necesidad de enfrentarse al poder masculino, y al mismo tiempo ser un pilar fundamental, y olvidado, de la historia de la humanidad.
Como los jóvenes de la hipotética universidad del relato, las mujeres también necesitan disfrutar de los beneficios que la cultura, el tiempo libre y el buen vivir que parece estar reservados sólo a los hombres, o sea, en el limite, de las mismas buenas condiciones para la realización del acto de pensar. Pero el hecho es que no las tuvieron, aún cuando tuvieron en los idos de la revolución industrial, que entrar en el mercado laboral en igualdad de deberes, pero no de derechos.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Desabafo geral da nação: eu

é, outra vez vou eu falar ou de política ou de poesia....

não tenho outro assunto não?
não, na verdade acho que não, tenho assuntos complementares dos quais gosto pra caramba. Tipo teatro (tô pegando o gostinho pelo estudo literário do teatro), prosa (é nao deixa de ser literatura). Na verdade verdadeira, a questão é que estou me enchendo de política. Isso me fez preguntar porque cargas d'agua gosto de política, vejam, ninguém sério gosta: ou você usa a política pra interesses particulares e ganha dinheiro com isso, ou você é um idiota que acha que vai ser a política que vai mudar o mundo. Bom, acredito eu, não me encaixo em nenhuma das duas opções: não ganho dinheiro nem quero ganhar nem me eleger coisa nenhuma (peguei nojo de cargos de movimento estudantil) e eu tenho muita noção que não estou mudando o mundo, simplesmente porque para mim a política é um jogo que tem certas regras que você tem que saber usar para conseguir seja lá o que você quiser conseguir. Então, ela por ela mesma não muda nadinha porque se usa dos métodos de sempre. Aliás, eu confio na minha leitura do Marx o suficiente para não acreditar em certas coisas.

Oras bolas....

como fica então?
não sei, só sei que preciso continuar fazendo aquilo que a uma das poucas vozes conscientes que moram dentro de mim (provávelmente uma Fama, todas as outras são Cronópios) diz profeticamente: Vai, se forma nega!. E isso estou tentando fazer...

boa sorte pra mim, esse caminho tem recaídas....

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

O Peixe... transcriação livre de um poema de Marianne Moore

O Peixe - Marianne Moore
(...)
Todas
as marcas
externas de abuso presentes na
sua
desafiante edificação ---
todas as fraturas físicas do
aci-
dente -- insuficiência
de coriça, bomba, queima
e
colapso de machado: essas coisas são
nele o outro lado está
morto
Reiterado,
as evidencias provam que
vive
do que não revive
a juventude. O mar envelhece nele.
(...)

segunda-feira, 28 de maio de 2007

poema bizarro

Noticia de uma pagina na internet.......

Seg, 28 Mai, 07h32

Cigarro mata 30 mil pessoas por ano,

( segundo a OMS)

E a guerra mata quantos?

Alguém está contando?

Deixem em paz o cigarro,

indiviDUALIDADE

pessoal e garantida

de decidir morrer pouco-

a-pouco.

De uma morte escolhida.

segunda-feira, 23 de abril de 2007

Mais uma canção

Los hermanos

Nada vai mudar entre nós. Como eu sei ? Eu só sei. Tudo vai permanecer igual, afinal, não há nada a fazer. Eu não nego, eu me entrego, você é meu grande amor, e hoje eu vou te dizer "eu te amo" ... eu imploro, eu te adoro, você tem meu coração a bater pra você mais uma canção.
Como pode alguém perder você como eu fiz ? Como eu quis não te ter ? Vivo iludido a acreditar que o amor não se pôs em você. Eu me entrego eu não nego ... eu errei mas sou capaz de fazer sua vida melhor. Tô voltando, não sei quando pra roubar teu coração, vou chegar no final de mais uma canção.

musicas explicam, muito esporadicamente, sentimentos que se encaixam levemente nelas. esse é o caso.

domingo, 22 de abril de 2007

O Sátiro se retirou para um canto escuro e chorou... mas não chora sozinho

Só um bom leitor pode ser um bom escritor. Essa coisa de dom não está com nada, a musa só existe para soprar no ouvido do poeta algumas dicas, nada mais. O resto é com ele mesmo. A musa não se incomoda em procurar palavras certas nem em fazer caber em métrica qualquer idéia, nem em teoria literária, nem muito menos no estado da poesia atual.
Se o bom leitor é um bom poeta, Márcio Davie Claudino é o melhor exemplo disso. Seu livro O Sátiro se retirou para um canto escuro e chorou reúne trabalhos de longos anos labuta poeticamente intelectual. Sem esquecer a poesia, inflama seus textos com uma constelação de referencias literárias que exigem um leitor ávido, atento e experiente. Se não é esse o caso(como de quem os fala/escreve), ainda assim guarda para os mais inexperientes um universo de emoções e poesia do mais alto lirismo, expostos numa linguagem forte, convincente, na qual o eu poético nos faz acreditar, sem lugar a duvidas, que a poesia não precisa deixar de tratar sobre o amor para ser moderna.
Il Fuat être absolument moderne, nos dizia Rimbaud em Une saison em efer, em forma de despedida, desacreditanto na palavra poética... . Esse sempre foi e talvez vai ser um dilema, seja qual for a leitura dessa frase, a poesia no seu estado de outra voz como nos explica o poeta-crítico mexicano Octavio Paz, tenta os mais diversos caminhos para expressar a condição humana, que é o que nos une, independente de situação social, financeira, opção sexual, estado civil ou seja lá o que for. Sempre é bom, porém, lembrar do seu caráter periférico: quem acredita em poesia? Só aqueles que com uma teimosa constante vontade que ela seja de fato uma saída para o descaso geral do mundo com a arte.
É bom ler em tempos pós-modernos, apesar do furado do conceito (é, demorou tanto pra chegar na modernidade que não sei porque se insiste tanto em sair. Não é necessária uma quebra grande, mudanças de paradigmas, outro renascimento, ou seja outra idade media seguida de um renascimento, ou uma nova revolução industrial para que a gente saia da modernidade???????. Eu gosto muito dela, tempos muito loucos: capitalismo selvagem, verdades absolutamente mortas, neobarroco, neocapitalismo, neodocialismo, neomarxismo, neoestruturalismo, e o neo do matrix), e confirmar que a poesia ainda tem a capacidade de guardar aquilo pelo que é conhecida: emoções.
Vale a pena mesmo ler o livro, desde a capa até a contracapa, passando pelo índice e os agradecimentos, o poeta mostra como o trabalho poético requer que cada detalhe seja considerado. Cada poema uma surpresa. Alguns que chocam, outros que desilusionam : mas o bom escritor é assim, que o diga Borges.

segunda-feira, 2 de abril de 2007

POEMAS SEM FONTE - microminutos de inspiração

então, a musa desceu e eu recebi. parece q ela não gosta tanto de mim como eu gosto dela, suas visitas em horas que nunca chegam e sempre passam por mim como a verdade q está simplesmente flutuando no vento. aí, é só olhar. (pequena inspiração de bob e da rachel)


(de)fe(i)tos florais que fazem o seu firma-
mento de fiascos (financeiros e faceiros. paro e penso)
e lamentos e facas.
normas exactas do ser contido
no espelho outro.


......................................

Hoje a cidade está repleta
de fedores asmáticos - enquanto paro e
isto escrevo no meio do caminho você me
atropela com sua máscara anti-gás
de papel impermeável
às angustias e aos maus de amores,
que só sendo humanos sentimos
e levas contigo - daí, a musa foi embora.

....................................

Metros de métrica, que
em ordem alfabética
deslizam no fado de
sexos mau usados
beijos não vedados
versos escritos.
quem mandou não ser poeta.

domingo, 25 de fevereiro de 2007

música de hoje

Babylon
Zeca Baleiro
Baby I'm so aloneVamos pra babylonViver a pão-de-ló e möet chandonVamos pra babylonVamos pra babylon Gozar sem se preocupar com amanhã Vamos pra babylonBaby baby babylonComprar o que houver au revoir ralé Finesse s'il vous plait mon dieu je t'aime glamour Manhattan by night Passear de iate nos mares do pacífico sul Baby I'm alive like a rolling stoneVamos pra babylon Vida é um souvenir made in hong kongVamos pra BabylonVamos pra Babylon Vem ser feliz ao lado desse bon vivantVamos pra BabylonBaby baby BabylonDe tudo provar champanhe caviarScotch escargot rayban bye bye miserêKaya now to me o céu seja aquiMinha religião é o prazer Não tenho dinheiro pra pagar a minha iogaNão tenho dinheiro pra bancar a minha drogaEu não tenho renda pra descolar a merendaCansei de ser duro vou botar minh'alma à vendaEu não tenho grana pra sair com o meu brotoEu não compro roupa por isso que eu ando rotoNada vem de graça nem o pão nem a cachaça Quero ser o caçador, ando cansado de ser caçaAi morena viver é bom, esquece as penas vem morar comigo em Babylon(4x)

sábado, 24 de fevereiro de 2007

livro da sorte...

entao, vcs sabem esses livros q vc gira e abre uma página depois de fazer uma pergunta. entao, olhem só:


O leão
Muita força e realeza,
destino forte traçado.
Teu caminho protegido,
fica pra trás o passado.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

o fim é começo, que óbvio ( ! )

Pure Morning
Placebo
A friend in needs a friend indeed,A friend with weed is better,A friend with breasts and all the rest,A friend who’s dressed in leather,A friend in needs a friend indeed,A friend who’ll tease is better ,Our thoughts compressed,Which makes us blessed,And makes for stormy weather,A friend in needs a friend indeed,My Japanese is better,And when she’s pressed she will undress,And then she’s boxing clever,A friend in needs a friend indeed,A friend who bleeds is better,My friend confessed she passed the test,And we will never sever,Day’s dawning, skins crawling Pure morning, And we will never sever,Day’s dawning, skins crawling Pure morning

sempre fui eu quem foi embora, desta vez é diferente. é ele quem vai. mas resta a música, é nossa musica, nossa pira que seria massa congelar o tempo . e pior, é ter conciência disso. a conciência nos tranforma em seres que enchergam a realidade, mas nao a quero enchergar se ela faz q as coisas mudem quando nao deveriam. apesar desse desejo do impossível, era claro q o q aconteceu e vai acontecer tinha q acontecer. por isso, como já falei, nao sinto mágoa, só quero q ele seja feliz, seja livre. seja por fim vc como vc quer ser.
o amor é uma questao de ponto de vista. nao consigo amar e ser egoísta, nem muito menos dizer q amo, nunca falei mas ele sabe disso. o ponto de vista de quem ama e vai embora sao sempre novos horizontes. novas pessoas. uma nova vida. a de quem fica, é a da despedida e o vazio. Novas experiencias, como a de perder e ficar, de dizer adeus, ou um até depois, sao parte de um novo começo q espero q venham com novos modos de ver. realidade nao ilusao. nem começos nem fins. q o tempo seja espiral, como no outro lado do mundo, e q voltemos a nos encontrar.




*

revisitando a Paupéria

Ricardo Aleixo (MG- 1960)

Paupéria Revisitada

Putas, como deuses,
vendem quando dão.
Poetas, não.
Policiais e pistoleiros
vendem segurança
(isto é, vingança ou proteção).
Poetas se gabam do limbo, do veto
do censor, do exílio, da vaia
e do dinheiro não).
Poesia é pão ( para
o espiritu, se diz), mas atenção:
o padeiro da esquina balofa
vive do que faz; o mais
fino poeta, não.
Poetas dão de graça
o ar de sua graça
(e ainda tocam
- na companhia das traças –
de tal “nobre condição” ).
Pastores e padres vedem
lotes do céu
à prestação.
Políticos compram &
(se) vendem
na primeira ocasião.
Poetas (posto que vivem
de brisa) fazem do no, thanks
seu refrão.

entao, esse poema é muito legal. descubri ele nas pesquisas do meu futuramente fracassado grupo de estudos de poesia so séculos XX e XXI. nao sei q mais comentar... foda, ma sjá valeu pelo poema.

5ta Bienal de Arte e Cultura da UNE: praia, sol, pão e circo.

A 5ta bienal da UNE (União Nacional dos Estudantes), que aconteceu no Rio de Janeiro entre os dias 28 de janeiro e 2 de fevereiro como o tema “Brasil e África, um rio chamado Atlântico”, foi marcada pelos shows, festas e manifestações culturais. É, a cultura em ultimo lugar mesmo, e quem dirá da discussão sobre o assunto. Mas, não sejamos tão estritos, quê é cultura ao final das contas?
Ainda assim, sem cair em relativizações de questões complicadas, não é possível afirmar que a discussão foi completamente nula, mas de fato não foi o ponto central do encontro, já que ela foi concertada em eventos que aconteceram paralelamente ao planejado pela organização. De certa forma a discussão política, aquele bicho papão que faz maioria dos estudantes se arrepiam com só escutar, foi proposta pela Une através dos eventos que organizou, ou seja, a direção foi a não discussão, pelo velho e ainda eficaz pão e circo para o povo, neste caso, os estudantes.
Também pode ser pretensão pensar que as pessoa quereriam perder seu tempo participando do evento, fechados numa sala no calor de 39 graus, com as belezas naturais, praias de novela das 8 (na que verdade passa às 9) e tantas outras coisas que a cidade tem a oferecer, é que jogue a primeira pedra quem queira culpa-los.
A passeata pela retomada do terreno onde estava a sede original da UNE no Flamengo foi uma exemplo disso. Hoje o Movimento Estudantil, apesar da tão falada crise, movimenta muito pessoas (que redundância!), o problema é saber como é feita isto e se as pessoas sabem que quando apóiam a Une em este tipo de eventos ou cantam em coro o grito da UJS sabem realmente que significado e que implicações isto tem. O fato de que durante o ato diferentes formas de manifestação não foram aceitas, como a faixa levantada por alguns estudantes contendo a seguinte mensagem: “Une + Globo = $” e que foi arrancada das mãos por membros do grupo político que hoje dirige a Une, só foi uma demonstração explicita de como a Une não é exatamente o lugar mais democrático de manifestação.
O problema em questão é quando não se percebe que existem manipulações políticas poderosas atrás de tudo isto, e que no momento em que participamos de um evento como este, de certa forma somos parte uma vez mais da massa manipulável: acrítica e apolítica. Ou seja, se os estudantes querem fazer turismo no rio de janeiro por 50 reais em pleno verão, façam, mas que tenham consciência da sua posição frente a Une e as forças que a promovem.
Não pretendo falar contra o Une, só penso nos fatos que presenciei naquela semana, e como militante do movimento estudantil me fazem pensar que o movimento precisa tomar outro caráter urgente: se por um lado nos negamos a usar aquela que seria nossa voz frente à sociedade compactuando conscientemente ou não disso, por outro nega-la ainda não me parece a melhor escolha. Mas cada um com seus problemas, opções é que não faltam, faça a sua.

texto pro boca do inferno.... foi mal

A poesia contemporânea parece-nos quase sempre suspeita, sem o mesmo valor dos clássicos que estamos acostumados a ler nas aulas de literatura. Porém cada obra e cada autor tem seu contexto, comparações só podem trazer decepções. Pensando nesta poesia que, segundo muitas vozes está em crise, é necessário um olhar mais apurado para achar alguma que prometa algo interessante. A crise parece ir no sentido da busca de um lugar de enunciação, pois, como vemos pelas ruas de nossa cidade, poetas não faltam, poesia há. A qualidade dela é outra questão.
Este lugar novo é necessário, pois nossa poesia atual tem um ar cansado, por vezes muito meta-poético por outras carregadas sem necessidade dum experimentalismo que não faz sentido. Sentido fazia quando haviam bandeiras para serem levantadas, talvez hoje elas não existam como projeto estético ou social coletivo. São na verdade individuais, e, portanto, não dignas de serem chamadas de bandeiras.
Tudo isto para falar do ultimo livro de nosso colega de curso Jeferson Alves Bandeira: Ironia Fugaz. Este seu quarto livro é uma mostra da evolução poética do autor, que em essência continua sendo a mesma linha poética três anteriores, só que desta vez a materialidade das palavras, seu som, recebe um papel de protagonista.
Assim, o trabalho de versificação é interessante e em certa medida consistente no livro todo. O “eu” poético se confunde profundamente com a voz do autor, até o ponto em que são transparentes suas leituras dos poetas canônicos: Bandeira, Drumonnd, Gabriela Mistral e em medida mais leve Neruda.
Para quem já leu os livros anteriores, se surpreenderá pela diminuição do caráter lírico, que se derramava pelas paginas uma retórica muitas vezes vazia, mas claro, neste novo trabalho não abandona totalmente lirismo, só toma um ponto de vista distinto. Nessa procura por um lugar de fala, o “eu” lírico consegue mais força, mais segurança no trato verbal e como grande temática do livro poderíamos resumir como um embate desse “eu” e a maneira com que o mundo é olhado, não exatamente com o mundo: “eu” contra “eu”. Isto porque cada situação vivida e retratada nos poemas passa pelo filtro desse olhar individual, carregado de ironia e resignação, por isso fugaz.
Sua poesia é baseada no verbo, é tem a cara da poesia feita por necessidade interior de expressar aquilo que não se diz de outra forma. Uma leitura interessante para observar o caminho poético e a evolução de olhares, mas podem esperar, daí vem mais...

é, (re)revivendo mortos

então, como sou uma pessoa muito besta e lesada mesmo, o outro blog não deu certo pq alguma desgraça eu fiz com a senha... não é a primeira vez q faço isso.
acho q minha conciência está muito expandida ultimamente, deve ser isso mesmo.
prometo q vou escrever o máximo possível, o problema é q começo achar meus próprios post muito chatos. mas esse já é outro problema.
bom, como esse é o primeiro não preciso, necessariamente escrever alguma coisa coerente. ou de fato escrever alguma coisa.
bom, é isso.